terça-feira, janeiro 31, 2006

Hoje minha lira canta a ela...

20:58 da noite...Eu não gosto de fazer versos brancos, mas desta vez abrirei o precedente, pois a vontade sempre prevalece. Esta poesia é um pequena homenagem a pessoa incrível que conheci e que despertou em mim a vontade de escrever novamente... Algumas pessoas são como estrelas, nós apenas orbitamos ao redor delas... Ela é uma dessas pessoas...

Diva

Eis que surge, qual uma onírica caçadora,
Envergando tua lira feita de sonhos,
Disparando setas de perfeição e desejo,
Verdade e sentimento.

Como a Lua, coberta de névoa,
Brilha sinuosa, perigosa, provocante,
Dançando na noite, insana musa,
Deusa comum de sensações incomuns.

Sua dança fatal como a natureza,
Lábios de tormenta e olhos de furacão,
Sorriso de trovão e palavras de vendaval,
Mas suave como a brisa de outono.

Um mistério de formas femininas,
Delírio e lirismo em movimento,
Uma tempestade de encantos e segredos,
Uma constelação de sensações.


Uma mulher.

Matheus Filipe

Filmes...

08:57 de uma manhã mais amena... Finalmente o calor deu uma pequena trégua... Depois de todo um final de semana com chuva. Particularmente não gosto de calor. O calor é muito agressivo, evasivo, pegajoso, enfim, algo muito desconfortável. A não ser, é claro, para quem pode passar o dia inteiro na água, o que não é meu caso.

Ontem assisti um filme francês, muito comentado por aí. Pensei mesmo ser um filme cult. Estou falando de Irreversível (direção de Noe). Segundo ouvi dizer, nele está uma das cenas de estupro mais realistas do cinema. Não assisti muitas cenas de estupro em filmes, então não posso afirmar. Talvez para uma mulher, assistir os doze minutos da cena, seja um pouco desgastante, pois naturalmente deve ocorrer um identificação com a vítima. Detalhe, a vítima estava grávida. Contudo, achei muito mais interessante a montagem do filme, sem cortes, do que a tão falada cena do estupro, cena a qual não me impressionou tanto assim. O filme é montado em sentido contrário, as cenas estão em ordem inversa, a primeira conta o fim da história e vice-versa. O que mais chamou atenção foram as tomadas, o modo como elas começam caóticas, dando um sentido de urgência e insanidade, bastante coerente à atmosfera densa e à mentalidade destroçada dos personagens. Com o passar do tempo, ou voltar do tempo no caso, as tomadas vão ficando mais precisas e diretas, até chegar em uma sensação de felicidade e calma, o que torna tudo ainda mais trágico no fim-começo. É mais um experiência sensorial propriamente dita, um filme para ser muito mais percebido que assistido ou entendido. No começo, havia momentos onde surgia uma estranho desconforto, causado justamente pela sensação de loucura e caos das tomadas. O filme descreve um curva descendente semelhante a do uso drogas: primeiro, no ápice, é tudo intenso e frenético; com o passar do tempo, o frenesi vai enfraquecendo, diminuindo, até restar a exaustão e a letargia, uma calma dolorida. Um filme interessante, um experiência diferente.

Por falar em experiências diferentes. Agora a noite assisti a outro filme, japonês, bastante interessante: Tabu (direção de Nagisa Oshima). O filme é ambientado no final do Século XIX, período de decadência da tradição samurai no Japão, com a abertura do país ao Ocidente (fato bastante questionável). Na história, há um jovem samurai chamado Sozaburo Kano, dotado de uma estranha e andrógena beleza. Realmente havia algo de belo no personagem, algo feminino, sem contudo ser vulgar ou caricato. No decorrer do filme, ele se envolve com vários outros membros da milícia da qual faz parte. A situação começa a gerar intrigas internas, mortes e suspeitas. Mas tudo isso sem aquele tipo preconceito ocidental moderno e hipócrita. O final é um tanto o quanto controverso, para dizer o mínimo. Mas é um bom filme, sutil e com a dose certa de sensibilidade, aliada a violência nos momentos certos. O filme é bom para percebemos o quanto de nós mesmo é decido pela cultura onde estamos inseridos, como muitas vezes não pensamos, apenas seguimos dogmas e preceitos instituídos, apenas seguimos “senso comum”. O filme pode desagradar os mais tradicionalista, pessoas como medo de rever suas idéias, pessoas com medo de arranhar seu status quo na sociedade. Mas quanto a mim, bem, estou cagando pra sociedade mesmo... E gosto de pensar por mim mesmo, obrigado.

Meu gosto para filmes é bastante questionável, alguns podem pensar. Isso porque como livros, prefiro filmes que forcem alguma mudança dentro de mim, filmes que me façam pensar, que me façam sentir. Eu sou uma pessoa um tanto Yin, como já disse em outra postagem, por isso gosto de buscar sensações diferentes e alheias a mim. Mas hoje não estou afim de falar sobre mim, por incrível que possa parecer, então encerrarei por aqui.

O que é irreversível pra você”?

domingo, janeiro 29, 2006

O amor comeu meu nome...

03:51 da madrugada... Pessoas “normais” estão ou devem estar dormindo uma hora dessas, mas eu nunca me considerei normal, e raramente durmo bem aqui em PA, esta sucursal do Inferno S.A.. Ou podem estar curtindo a vida em baladas. Mas minha cabeça já está girando por conta de umas e outras tomadas no decorrer do sábado a tarde/início da noite. Como bem disse um colega blogueiro, “sou humano, também preciso de um narcótico às vezes”. A vida sem álcool seria um porre...

Bem... Inspirado pelas palavras da cada vez mais querida Srta. Exner, falarei sobre o amor. Começando ao som de Legião Urbana - Love In The Afternoon. É estranho falar do amor, às vezes chega a duvidar que já o tenha experimentado, pois parece ter acontecido em uma outra vida, a um mundo de distância. Tenho apenas fragmentos, vestígios e lembranças parcas. E, é claro, o vazio enorme, insistindo em me preencher, em me devorar por dentro, voraz como um verme faminto por sentimentos e emoções.

É engraçado. Desde que tomei alguma dose de consciência das coisas da vida, sempre me considerei um romântico, tinha uma fé inabalável e uma esperança concreta e sólida no amor. Mesmo sem saber coisa alguma sobre ele. Eu me alimentava de sonhos, me nutria da expectativa de viver o amor. Mas daí a gente se apaixona, assim de repente, olhamos diferente para uma pessoa que conhecemos há anos. Aquele frio na barriga, a ardência no rosto, o nó na garganta, o tremor e suor nas mãos, para quê? “Espere aqui, Matheus, precisamos conversar...” Uma conversa que nunca ocorreu de fato, como poderia ter sido...

Devo admitir, a rejeição da Mirella causou algo em mim, trincou algo dentro de mim, mas mesmo assim mantive a fé. Contudo, o efeito do caso Mirella. foi maior do que eu poderia se quer imaginar. Por algum tempo guardei rancor, depois até tentei um reaproximação, mas sempre existirá algo mal-resolvido entre nós. Hoje resta apenas a indiferença. Iniciei um processo de mudança, como um borboleta que se tornar outra vez lagarta. Pode soar muito estranho, mas eu quis ser mau, quis me tornar uma pessoa fria e insensível, um monstro. Comecei a cultivar o “Lado Negro da Força”. Felizmente minha natureza canceriana foi mais forte, se manteve calada, mas nunca deixou eu me perder totalmente de mim mesmo.

Bem, quis chegar até o fundo do poço. Se cheguei ou não, isso não me preocupa mais. Naquela época tinha eu um blog, singelo, tendo por nome “Abismo Digital”. Hoje percebo o quanto eu não era eu, ou tentava não ser eu. Naquela época, eu conheci a Sofia. Sofia, ainda dói lembrar dessa parte da minha vida, tão cheia de prazer e tão cheia de dor. Mas uma coisa posso dizer, com a Sofia houve luz no olhos e isso valeu cada segundo de angústia. Por um breve período me senti pleno. Acreditei realmente no amor, ele realmente pareceu possível e provável com a Sofia. Mas nós dois estávamos em uma fase autodestrutiva e não existe sentimento capaz de superar o sorvedouro que nasce de nossa capacidade de destruir a nós mesmo. Foi o amor certo na época errada e na distância errada, muito errada, 401km de erro.

Devo ressaltar um coisa, mesmo parecendo estar fora de contexto... Eu tenho, segundo minha antiga psicóloga, eu tenho uma estrutura feminina (não sou homossexual, antes que comecem a ter idéias). Analogamente, na cultura oriental, sou mais Yin que Yang, mais frio, mas passivo. Yin é o princípio feminino. Bem, talvez por isso seja eu pouco ligado ao sexo. Não que eu seja frígido, se é que um homem pode ser, mas sexo pra mim é apenas algo natural, uma necessidade, como comer, beber, dormir. Então, às vezes, eu dou menos importância ao ato sexual do que pessoas acham que eu deveria. Ninguém pode fugir de sua própria natureza.

Era para falar de amor, mas acabei falando de mim. Porém, era necessário fazer essa releitura, pois mesmo não sendo as únicas, entre Sofia e Mirella ocorrem todas a minhas mais intensas experiências no campo sentimental. Elas são graus opostos de uma mesma situação, de uma mesma instância. As sensações, os sentimentos, as experiências vividas ou não-vividas com essas duas mulheres incríveis, mesmo nem sempre sendo bom isso, a seus modos, me tornaram o homem aqui a escrever agora. Talvez elas tenham podado um pouco de minha sensibilidade e minha capacidade de amar, mas tudo nesta vida tem um preço.

Agora estou em uma fase incerta. Sou ou não sou romântico? Devo voltar a crer no amor? Devo alimentar esperanças em algo tão incerto? Só o tempo me trará respostas... No mais, sou uma pessoa paciente... Mas nem tanto...

Trilha sonora aleatória da postagem:
Legião Urbana - Love In The Afternoon;
Aimee Mann - Save Me;
Zélia Dançam e Tony Garrido - Sou Você;
Diego Filipe - All Star;
Nenhum de Nós - Astronauta de Mármore;
Damien Rice - The Blower’s Daughter (essa eu escolhi);
Djavan - Se;
Papa Roach - Black Clouds;
The Cranberries & Rammstein - Under To The Night;
Portishead - It Could Be Sweet ;
Nenhum de Nós - Camila Camila;
Green Day - Wake Me Up (essa também);
Radiohead - Let Down;
Adriana Calcanhoto - Mentiras;
Cordel do Fogo Encantado - Dos Três Mal-Amados Palavras.

sábado, janeiro 28, 2006

A Vida, a Beleza e todo o resto...

16:09 de um tarde, quente como só o Inferno deve ser, pra variar... Ameaçou chover, mais ficou apenas no campo das ameaças mesmo...

Há tantos pensamentos e sensações, mas tão pouca inspiração para forjá-los na forma de palavras. Vou escolher logo um assunto complexo então... Vou falar sobre a perfeição. Antes de qualquer coisa, o que é a perfeição afinal? Não espere uma definição sobre a perfeição, pois isso não ocorrerá, pelo menos não aqui. Em lugar disso, apenas expressarei meu ponto de vista sobre o “conceito”, pois a em relação a nós ("Se sentir um grandessíssimo idiota, saber que é humano, ridículo, limitado, que só usa dez por cento de sua cabeça animal"), a perfeição não passa de algo totalmente conceitual.

Quando achamos algo perfeito, mesmo quando não temos consciência que achamos, estamos tendo um vislumbre da Perfeição em si, pois não temos capacidade de percebê-la de fato, e muito menos compreendê-la. A perfeição como está acessível a nós, é apenas uma sensação fugaz, efêmera, posso dizer. E muitas vezes, essa sensação aparece sob as formas de uma outra coisa. A perfeição aparece na forma de beleza. Ou seja, a beleza é um vislumbre da perfeição, mas apenas a beleza intrínseca a vida, não a beleza mundana. Não estou falando de desejo, libido ou cobiça, estou falando do prazer simples e da dor intensa causados pela beleza, pois a beleza quando é pura, ela chega a doer, a incomodar.

A beleza é um infinitesimal instante de perfeição, como um olhar ávido e inconsciente por sob o concreto a véu cobrir a Vida. Nos belíssimos versos de William Blake:
"Ver o mundo em um grão de areia,
O firmamento em uma flor selvagem,
Segurar o infinito na palma de sua mão
E a eternidade em uma hora".
A beleza é toda a Vida, a Eternidade, o Infinito, a Beleza, tudo isso, pulsando em uma fração de tempo, muitas vezes menor que um segundo. Nesse momento, quando olhamos a vida, a vida olha de volta para nós. Não podemos perceber isso, muito menos compreender. Resta-nos apenas o rastro êxtase deixado pela impacto intenso e instantâneo da beleza. Mas tudo isso é apenas uma sensação infinitamente menor que a realidade em si das coisas da Vida.

Como disse a princípio, é apenas um vislumbre. É como um estalo em nossa mente, como se ela se expandisse para além de seus próprios limites, se ter realmente se expandido. Nada além de um devir, de um vir a ser. Mas apenas isso é o suficiente para nos arrebatar e nos assombrar total e completamente.

Uma coisa importante: por ser uma projeção reduzida de algo maior, algo um número sem-fim de vezes maior, a beleza acaba se tornando uma experiência pessoal. Mesmo porque, a beleza está em toda a parte esperando para ser cotejada, a diferença reside nos olhos, nos olhos a cortejá-la.

Existe uma citação muito apropriada ao assunto. A frase a seguir é do filme Meia-Noite no Jardim do Bem e do Mal, dita pelo personagem de Kevin Spacey, Jim Williams: "A verdade é como a beleza, está nos olhos de quem a vê".

Os olhos são os espelhos da alma. E toda a beleza nasce da alma.

sexta-feira, janeiro 27, 2006

Cotidiano...

Todo dia ela faz tudo sempre igual, me sacode as seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual e me beija com a boca de hortelã”.

Para qualquer um totalmente alheio a cultura brasileira, esse é o início da música “Cotidiano“, de Chico Buarque. Altamente recomendada. Antes de falar da mim (meu assunto favorito), algumas palavras sobre a música deve ser deixadas aqui. Minha versão preferida da música é na voz de Seu Jorge, por negros cantam com algo além da vez, algo além das palavras, algo além da própria música, sem deixar de ser música. Quanto a letra, é algo quase indizível a capacidade do Chico de construir imagens como “Construção” e “Cotidiano”. Hoje deixarei de lado “Construção”, mesmo sendo ela a melhor para mim.

Nesse dois primeiros versos da música, como em uma estrutura fractal, pode compreender o todo da composição. Qual o tema da música? Eu não arriscaria um palpite. Fala de rotina? De amor? Ela é existencialista, lírica ou mundana? Manterei a prosa em um patamar mais próximo.
Três coisas ficam claras na música: rotina, companheirismo e amor.

O protagonista caminha sobre o fio da navalha. Ele vive uma rotina pesada e desgastante, um dia após o outro, como uma pequena engrenagem em um mecanismo monstruoso chamado sociedade.
Nesse ponto entra o companheirismo, a sua mulher. A mulher é como uma tábua de salvação, ajudando a manter a vida do protagonista vivível, um sopro de uma brisa fresca em sua vida seca.
E ainda resta um componente de erotismo e sensualidade, um espécie de fuga do mundo, uma válvula de escape da tensão, por que não, cotidiana. Agora, ligar tudo em painéis tão bem pintados é obra de um grande artista mesmo. A genialidade é mesmo algo inegável e surpreendente.

A diferença entre o protagonista de “Cotidiano” e eu, reside principalmente na falta de uma companheira, no meu caso. Ou seja, me falta o incentivo, a segurança, a razão que apenas uma mulher pode trazer a vida de um homem. Deve ser recompensador depois de um dia de trabalho, não poucas vezes estressante, deparar-se com um sorriso sincero de alguém, alguém sorrindo por estar feliz em te ver. Pois nessas pequenas coisas encontra-se toda diferença entre uma vida de verdade e um mero existir.

E isso não é romântico da minha parte, apesar de alguns poderem achar o contrário. Romantismo quase sempre apresenta traços de idealismo, algo de lúdico e lírico, ou mesmo onírico. Eu estou falando da vida real, de pequenos prazeres e satisfações da vida real. Nada de juras de amor eterno, paixões ensandecidas e outras loucuras teatrais. Pois existe mais beleza na simplicidade e no dito como comum, indo muito além das mentes e imaginações sofredoras e sonhadoras do românticos.

Não desejo algo ideal. Meu desejo é pelo real, pelo palpável. Desejo uma companheira, não um diva, ou mesmo uma prostituta. Em ambos os casos seria um desejo facilmente realizável. Mas não haveria brilho nos olhos, não haveria luz, não haveria cores. Estou divagando, melhor encerrar por aqui.

Um dia de cada vez, um dia depois do outro.

Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito...”

quinta-feira, janeiro 26, 2006

Apenas mais uma noite infernal...

20:42 de uma noite quente como só o Inferno poderia ser... A rápida pancada de chuva ontem a noite de nada adiantou para refrescar esta cidade... Cidade deveras abafada, sou levado a ressaltar...

Estava jogando um pouco de Final Fantasy® Tactics, mas meus personagens estavam morrendo feito patos, então achei melhor parar um pouco...

Sobre o que falar nessa postagem? Quer saber? Vou apenas postar um de meus sonetos... Vou começar por meu rebento predileto, pois o primeiro é sempre especial... Depois ainda sou chamado de frio por certas pessoas... Imagino se fosse eu intenso... Pelos deuses...

Do grafite sobre a folha

Nesta folha branca de tão nívea ternura,
Canta e dança o grafite toda depravação
Do escuro cântico de cinzas e perversão,
De solene ferocidade, um hino à loucura.

Nefasto e letárgico verme da corrupção,
Selvagem entropia devorando a brancura
Nos veios podres e rasos desta sepultura,
Abrindo sua própria tumba, abominação.

Infectos caninos se enterrando na alvura,
Derramando inertes lágrimas de aflição
Por seu destino, apenas agonia e tortura

De uma vida estéril, uma efêmera canção
Da sombria existência da maldita criatura,
Um réquiem deplorável, uma lamentação.

Matheus Filipe

terça-feira, janeiro 17, 2006

Insônia...

4:02 da matina... Eu acordado desde as 3:09 (aproximadamente)...
Uma noite vazia em uma vida vazia, tudo muito normal...

Então por que diabos começar um blog? Não sei, deu vontade e eu fiz... Simples Assim.
Talvez essa vontade seja apenas uma deturpação mental causada pela falta de sono, pois a insônia é um estado complicado...
Não estou dormindo, mas também não estou inteiramente acordado, como bem expressou Tyler Durden certa ocasião.

Daqui a pouco o meu "dia" começa, mais um Dia de Fúria começa... Academia (todos nós temos surtos de futilidade), trabalho (a maioria de nós acaba alugando a alma por uns poucos trocados no fim dos mês... praticamente prostituição, como alguns podem perceber), depois voltar para casa, voltar para a solidão... Jogar video-game ou assistir algo em dvd (Clube da Luta, talvez)... Mais ao menos assim são meus dias. Isso durante a semana, pois nos fins de semanas é uma roleta-russa... Tanto podem ser agradáveis de várias forma diferentes, bem como podem ser bem piores de uma forma muito bem conhecida.

"Quem se mata de trabalhar tem que morrer mesmo".
Essa sublime frase define bem o que sempre pensei a respeito de trabalhar. Não vou ficar aqui pregando o marxismo, uma vez que minha alma está alienada ao e pelo capitalismo. Não, não sou vítima das circunstâncias. Muitas pessoas podem até fingir ser, mas não é este o meu caso. Careço de razões para me vitimar.

Estranho... Depois de tanto tempo, acho que percebi para que serve afinal um blog...

Meus colegas de trabalho dizem que sou louco de ir as 6 da manhã na academia, mesmo eu já tendo dito ser 5 e meia o horário preciso. Quanto a questão do louco, a mim não resta dúvida. Se fosse eu normal eu estaria dormindo uma hora dessas e não aqui escrevendo sabe-se lá o que. Mas, ao contrário da massa demótica (como tende a ser comigo), não vou à academia para me "exibir", para que outras pessoas me vejam e observem. Não, não tenho perfil "BBB". Vou para realizar alguma atividade física, já que afirmam os especialistas que isso faz bem, e para saciar meu instinto narcisista e cultuar um pouco o corpo. Sim, eu sempre faço as coisas pensando prioritariamente em mim mesmo. É sempre Eu, Eu mesmo e Irene...

Britney tocando no rádio. Por isso a maioria das pessoas dormem durante a noite.
Quase explodo de felicidade, qual um palestino na Faixa de Gaza...

Acredito ser o bastante para uma postagem inaugural em um blog cuja a maior probabilidade é ser relegado ao esquecimento virtual. Estou eu me importando com isso? Nem um pouco... Segundo a "Malvados Crenças Eletrônicas" (confira o link ao lado), a sabedoria consiste em saber que é o mundo é uma bosta e não estar nem aí pra isso... Praticamente um estado zen-budista de consciência...

Estou trabalhando nisso...