20:42 de uma noite quente como só o Inferno poderia ser... A rápida pancada de chuva ontem a noite de nada adiantou para refrescar esta cidade... Cidade deveras abafada, sou levado a ressaltar...
Estava jogando um pouco de Final Fantasy® Tactics, mas meus personagens estavam morrendo feito patos, então achei melhor parar um pouco...
Sobre o que falar nessa postagem? Quer saber? Vou apenas postar um de meus sonetos... Vou começar por meu rebento predileto, pois o primeiro é sempre especial... Depois ainda sou chamado de frio por certas pessoas... Imagino se fosse eu intenso... Pelos deuses...
Do grafite sobre a folha
Nesta folha branca de tão nívea ternura,
Canta e dança o grafite toda depravação
Do escuro cântico de cinzas e perversão,
De solene ferocidade, um hino à loucura.
Nefasto e letárgico verme da corrupção,
Selvagem entropia devorando a brancura
Nos veios podres e rasos desta sepultura,
Abrindo sua própria tumba, abominação.
Infectos caninos se enterrando na alvura,
Derramando inertes lágrimas de aflição
Por seu destino, apenas agonia e tortura
De uma vida estéril, uma efêmera canção
Da sombria existência da maldita criatura,
Um réquiem deplorável, uma lamentação.
Matheus Filipe
Estava jogando um pouco de Final Fantasy® Tactics, mas meus personagens estavam morrendo feito patos, então achei melhor parar um pouco...
Sobre o que falar nessa postagem? Quer saber? Vou apenas postar um de meus sonetos... Vou começar por meu rebento predileto, pois o primeiro é sempre especial... Depois ainda sou chamado de frio por certas pessoas... Imagino se fosse eu intenso... Pelos deuses...
Do grafite sobre a folha
Nesta folha branca de tão nívea ternura,
Canta e dança o grafite toda depravação
Do escuro cântico de cinzas e perversão,
De solene ferocidade, um hino à loucura.
Nefasto e letárgico verme da corrupção,
Selvagem entropia devorando a brancura
Nos veios podres e rasos desta sepultura,
Abrindo sua própria tumba, abominação.
Infectos caninos se enterrando na alvura,
Derramando inertes lágrimas de aflição
Por seu destino, apenas agonia e tortura
De uma vida estéril, uma efêmera canção
Da sombria existência da maldita criatura,
Um réquiem deplorável, uma lamentação.
Matheus Filipe
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