terça-feira, janeiro 31, 2006

Hoje minha lira canta a ela...

20:58 da noite...Eu não gosto de fazer versos brancos, mas desta vez abrirei o precedente, pois a vontade sempre prevalece. Esta poesia é um pequena homenagem a pessoa incrível que conheci e que despertou em mim a vontade de escrever novamente... Algumas pessoas são como estrelas, nós apenas orbitamos ao redor delas... Ela é uma dessas pessoas...

Diva

Eis que surge, qual uma onírica caçadora,
Envergando tua lira feita de sonhos,
Disparando setas de perfeição e desejo,
Verdade e sentimento.

Como a Lua, coberta de névoa,
Brilha sinuosa, perigosa, provocante,
Dançando na noite, insana musa,
Deusa comum de sensações incomuns.

Sua dança fatal como a natureza,
Lábios de tormenta e olhos de furacão,
Sorriso de trovão e palavras de vendaval,
Mas suave como a brisa de outono.

Um mistério de formas femininas,
Delírio e lirismo em movimento,
Uma tempestade de encantos e segredos,
Uma constelação de sensações.


Uma mulher.

Matheus Filipe

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