03:51 da madrugada... Pessoas “normais” estão ou devem estar dormindo uma hora dessas, mas eu nunca me considerei normal, e raramente durmo bem aqui em PA, esta sucursal do Inferno S.A.. Ou podem estar curtindo a vida em baladas. Mas minha cabeça já está girando por conta de umas e outras tomadas no decorrer do sábado a tarde/início da noite. Como bem disse um colega blogueiro, “sou humano, também preciso de um narcótico às vezes”. A vida sem álcool seria um porre...
Bem... Inspirado pelas palavras da cada vez mais querida Srta. Exner, falarei sobre o amor. Começando ao som de Legião Urbana - Love In The Afternoon. É estranho falar do amor, às vezes chega a duvidar que já o tenha experimentado, pois parece ter acontecido em uma outra vida, a um mundo de distância. Tenho apenas fragmentos, vestígios e lembranças parcas. E, é claro, o vazio enorme, insistindo em me preencher, em me devorar por dentro, voraz como um verme faminto por sentimentos e emoções.
É engraçado. Desde que tomei alguma dose de consciência das coisas da vida, sempre me considerei um romântico, tinha uma fé inabalável e uma esperança concreta e sólida no amor. Mesmo sem saber coisa alguma sobre ele. Eu me alimentava de sonhos, me nutria da expectativa de viver o amor. Mas daí a gente se apaixona, assim de repente, olhamos diferente para uma pessoa que conhecemos há anos. Aquele frio na barriga, a ardência no rosto, o nó na garganta, o tremor e suor nas mãos, para quê? “Espere aqui, Matheus, precisamos conversar...” Uma conversa que nunca ocorreu de fato, como poderia ter sido...
Devo admitir, a rejeição da Mirella causou algo em mim, trincou algo dentro de mim, mas mesmo assim mantive a fé. Contudo, o efeito do caso Mirella. foi maior do que eu poderia se quer imaginar. Por algum tempo guardei rancor, depois até tentei um reaproximação, mas sempre existirá algo mal-resolvido entre nós. Hoje resta apenas a indiferença. Iniciei um processo de mudança, como um borboleta que se tornar outra vez lagarta. Pode soar muito estranho, mas eu quis ser mau, quis me tornar uma pessoa fria e insensível, um monstro. Comecei a cultivar o “Lado Negro da Força”. Felizmente minha natureza canceriana foi mais forte, se manteve calada, mas nunca deixou eu me perder totalmente de mim mesmo.
Bem, quis chegar até o fundo do poço. Se cheguei ou não, isso não me preocupa mais. Naquela época tinha eu um blog, singelo, tendo por nome “Abismo Digital”. Hoje percebo o quanto eu não era eu, ou tentava não ser eu. Naquela época, eu conheci a Sofia. Sofia, ainda dói lembrar dessa parte da minha vida, tão cheia de prazer e tão cheia de dor. Mas uma coisa posso dizer, com a Sofia houve luz no olhos e isso valeu cada segundo de angústia. Por um breve período me senti pleno. Acreditei realmente no amor, ele realmente pareceu possível e provável com a Sofia. Mas nós dois estávamos em uma fase autodestrutiva e não existe sentimento capaz de superar o sorvedouro que nasce de nossa capacidade de destruir a nós mesmo. Foi o amor certo na época errada e na distância errada, muito errada, 401km de erro.
Devo ressaltar um coisa, mesmo parecendo estar fora de contexto... Eu tenho, segundo minha antiga psicóloga, eu tenho uma estrutura feminina (não sou homossexual, antes que comecem a ter idéias). Analogamente, na cultura oriental, sou mais Yin que Yang, mais frio, mas passivo. Yin é o princípio feminino. Bem, talvez por isso seja eu pouco ligado ao sexo. Não que eu seja frígido, se é que um homem pode ser, mas sexo pra mim é apenas algo natural, uma necessidade, como comer, beber, dormir. Então, às vezes, eu dou menos importância ao ato sexual do que pessoas acham que eu deveria. Ninguém pode fugir de sua própria natureza.
Era para falar de amor, mas acabei falando de mim. Porém, era necessário fazer essa releitura, pois mesmo não sendo as únicas, entre Sofia e Mirella ocorrem todas a minhas mais intensas experiências no campo sentimental. Elas são graus opostos de uma mesma situação, de uma mesma instância. As sensações, os sentimentos, as experiências vividas ou não-vividas com essas duas mulheres incríveis, mesmo nem sempre sendo bom isso, a seus modos, me tornaram o homem aqui a escrever agora. Talvez elas tenham podado um pouco de minha sensibilidade e minha capacidade de amar, mas tudo nesta vida tem um preço.
Agora estou em uma fase incerta. Sou ou não sou romântico? Devo voltar a crer no amor? Devo alimentar esperanças em algo tão incerto? Só o tempo me trará respostas... No mais, sou uma pessoa paciente... Mas nem tanto...
Trilha sonora aleatória da postagem:
Legião Urbana - Love In The Afternoon;
Aimee Mann - Save Me;
Zélia Dançam e Tony Garrido - Sou Você;
Diego Filipe - All Star;
Nenhum de Nós - Astronauta de Mármore;
Damien Rice - The Blower’s Daughter (essa eu escolhi);
Djavan - Se;
Papa Roach - Black Clouds;
The Cranberries & Rammstein - Under To The Night;
Portishead - It Could Be Sweet ;
Nenhum de Nós - Camila Camila;
Green Day - Wake Me Up (essa também);
Radiohead - Let Down;
Adriana Calcanhoto - Mentiras;
Cordel do Fogo Encantado - Dos Três Mal-Amados Palavras.
Bem... Inspirado pelas palavras da cada vez mais querida Srta. Exner, falarei sobre o amor. Começando ao som de Legião Urbana - Love In The Afternoon. É estranho falar do amor, às vezes chega a duvidar que já o tenha experimentado, pois parece ter acontecido em uma outra vida, a um mundo de distância. Tenho apenas fragmentos, vestígios e lembranças parcas. E, é claro, o vazio enorme, insistindo em me preencher, em me devorar por dentro, voraz como um verme faminto por sentimentos e emoções.
É engraçado. Desde que tomei alguma dose de consciência das coisas da vida, sempre me considerei um romântico, tinha uma fé inabalável e uma esperança concreta e sólida no amor. Mesmo sem saber coisa alguma sobre ele. Eu me alimentava de sonhos, me nutria da expectativa de viver o amor. Mas daí a gente se apaixona, assim de repente, olhamos diferente para uma pessoa que conhecemos há anos. Aquele frio na barriga, a ardência no rosto, o nó na garganta, o tremor e suor nas mãos, para quê? “Espere aqui, Matheus, precisamos conversar...” Uma conversa que nunca ocorreu de fato, como poderia ter sido...
Devo admitir, a rejeição da Mirella causou algo em mim, trincou algo dentro de mim, mas mesmo assim mantive a fé. Contudo, o efeito do caso Mirella. foi maior do que eu poderia se quer imaginar. Por algum tempo guardei rancor, depois até tentei um reaproximação, mas sempre existirá algo mal-resolvido entre nós. Hoje resta apenas a indiferença. Iniciei um processo de mudança, como um borboleta que se tornar outra vez lagarta. Pode soar muito estranho, mas eu quis ser mau, quis me tornar uma pessoa fria e insensível, um monstro. Comecei a cultivar o “Lado Negro da Força”. Felizmente minha natureza canceriana foi mais forte, se manteve calada, mas nunca deixou eu me perder totalmente de mim mesmo.
Bem, quis chegar até o fundo do poço. Se cheguei ou não, isso não me preocupa mais. Naquela época tinha eu um blog, singelo, tendo por nome “Abismo Digital”. Hoje percebo o quanto eu não era eu, ou tentava não ser eu. Naquela época, eu conheci a Sofia. Sofia, ainda dói lembrar dessa parte da minha vida, tão cheia de prazer e tão cheia de dor. Mas uma coisa posso dizer, com a Sofia houve luz no olhos e isso valeu cada segundo de angústia. Por um breve período me senti pleno. Acreditei realmente no amor, ele realmente pareceu possível e provável com a Sofia. Mas nós dois estávamos em uma fase autodestrutiva e não existe sentimento capaz de superar o sorvedouro que nasce de nossa capacidade de destruir a nós mesmo. Foi o amor certo na época errada e na distância errada, muito errada, 401km de erro.
Devo ressaltar um coisa, mesmo parecendo estar fora de contexto... Eu tenho, segundo minha antiga psicóloga, eu tenho uma estrutura feminina (não sou homossexual, antes que comecem a ter idéias). Analogamente, na cultura oriental, sou mais Yin que Yang, mais frio, mas passivo. Yin é o princípio feminino. Bem, talvez por isso seja eu pouco ligado ao sexo. Não que eu seja frígido, se é que um homem pode ser, mas sexo pra mim é apenas algo natural, uma necessidade, como comer, beber, dormir. Então, às vezes, eu dou menos importância ao ato sexual do que pessoas acham que eu deveria. Ninguém pode fugir de sua própria natureza.
Era para falar de amor, mas acabei falando de mim. Porém, era necessário fazer essa releitura, pois mesmo não sendo as únicas, entre Sofia e Mirella ocorrem todas a minhas mais intensas experiências no campo sentimental. Elas são graus opostos de uma mesma situação, de uma mesma instância. As sensações, os sentimentos, as experiências vividas ou não-vividas com essas duas mulheres incríveis, mesmo nem sempre sendo bom isso, a seus modos, me tornaram o homem aqui a escrever agora. Talvez elas tenham podado um pouco de minha sensibilidade e minha capacidade de amar, mas tudo nesta vida tem um preço.
Agora estou em uma fase incerta. Sou ou não sou romântico? Devo voltar a crer no amor? Devo alimentar esperanças em algo tão incerto? Só o tempo me trará respostas... No mais, sou uma pessoa paciente... Mas nem tanto...
Trilha sonora aleatória da postagem:
Legião Urbana - Love In The Afternoon;
Aimee Mann - Save Me;
Zélia Dançam e Tony Garrido - Sou Você;
Diego Filipe - All Star;
Nenhum de Nós - Astronauta de Mármore;
Damien Rice - The Blower’s Daughter (essa eu escolhi);
Djavan - Se;
Papa Roach - Black Clouds;
The Cranberries & Rammstein - Under To The Night;
Portishead - It Could Be Sweet ;
Nenhum de Nós - Camila Camila;
Green Day - Wake Me Up (essa também);
Radiohead - Let Down;
Adriana Calcanhoto - Mentiras;
Cordel do Fogo Encantado - Dos Três Mal-Amados Palavras.
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