17:03 de um tarde quente e abafada (pra variar), com um certo ar úmido que pode ou não significar chuva mais tarde... Bem, que chova... Quem acompanha esta digital publicação está ciente de minha relação perante a precipitação atmosférica conhecida por chuva...
Antes de voltar a Tempestade, falarei sobre ontem. Um pequeno texto de cunho pessoal lido por mim ontem despertou algumas recordações, lembrei de coisas vividas a muito, coisas as quais não desejo tornar a viver... Qual a dimensão da linha a separar o amor da dependência? Ou seria apenas imaturidade, falta de habilidade mental e emocional de lidar com os sentimentos? A questão importante é: há diferenças graves e agudas entre o chamado amor e não-declarada dependência emocional. Diferenças essas que não mencionarei aqui, pois meu assunto é outro...
De volta a Tempestade.
Na primeira parte falei sobre imaturidade, agora falarei sobre outro possível problema em meus relacionamentos. “Você é muito frio”. Perdi a conta de quantas vezes ouvi coisas do tipo e variações. Devo confessar: por muito tempo realmente desejei ser um ser frio e sem sentimentos, ser o menos humano possível. Sim, já tive idéias erradas, muito erradas. Achava legal cultivar o “venha para o Lado Negro da Força, Luke”. Gostava de olhar fixamente para o Abismo, esperando Ele olhar de volta para mim. Mas havia um problema, havia minha natureza. Hoje sei: sou uma pessoa romântica, sensível, e nada que fiz ou faça, pode ou poderá mudar isso, mesmo porque já aceitei minha natureza. Pois um escorpião não pode deixar de picar. Hoje vejo aquele culto pessoal ao “lado sombrio” como um forma deturpada de auto-proteção, uma maneira de manter o mundo afastado, algo peculiarmente canceriano posso dizer. Mas isso explica apenas parte da suposta frieza... Sou uma pessoa desmotivada. É uma desmotivação generalizada. Como foi mencionado na Parte I, desejo ardentemente queimar no fogo das paixões, como um tronco verde esperando ansioso por ser consumido pelas chamas. Enquanto isso, permaneço em um estado letárgico, inerte e meio adormecido. Isso pode parece frieza, pode até mesmo ser frieza... Sim, é bastante confuso...
Tudo isso me faz pensar: é da natureza de todas as coisas da criação acabarem. Uma vez que todas as coisas começam em algum ponto para terminarem em algum outro ponto. Mas as pessoas se apegam demais as coisas, mais que isso, elas se apegam ainda mais em uma noção falha do tempo. Então surge a questão principal: as coisas acabam rápido? O que é rápido? Um dia, um ano, um século, um segundo? Qualquer resposta seria questionável, pois se o tempo é infinito, tudo é rápido, é efêmero, tudo é finito. Mas o ser humano se considera o centro de toda a criação, então sua visão é um pouco limitada por sua própria condição. As pessoas passam tempo demais pensando, analisando, lamentando, ao invés de simplesmente viverem suas vidas pateticamente curtas e sem qualquer importância para o Universo. Sim, bastante niilista. Se as coisas acabam, não importa se depois de um segundo ou um milênio, devemos aproveitá-las, devemos viver e viver intensamente os acontecimentos. Nada de passado, nada de futuro, apenas o eterno presente...
Acho que me perdi um pouco... Deve ser o sono... Mas alguma coisa pode ser aproveitada, acho...
E no mais, a única coisa que pode se esperar desse lugar é a visceralidade... E creio ainda estar seguindo o trilha traçada para este lugar... Não sei por quanto tempo mais, mas pelo menos uma vez mais antes do fim...
No mais, estou indo embora, baby...
Antes de voltar a Tempestade, falarei sobre ontem. Um pequeno texto de cunho pessoal lido por mim ontem despertou algumas recordações, lembrei de coisas vividas a muito, coisas as quais não desejo tornar a viver... Qual a dimensão da linha a separar o amor da dependência? Ou seria apenas imaturidade, falta de habilidade mental e emocional de lidar com os sentimentos? A questão importante é: há diferenças graves e agudas entre o chamado amor e não-declarada dependência emocional. Diferenças essas que não mencionarei aqui, pois meu assunto é outro...
De volta a Tempestade.
Na primeira parte falei sobre imaturidade, agora falarei sobre outro possível problema em meus relacionamentos. “Você é muito frio”. Perdi a conta de quantas vezes ouvi coisas do tipo e variações. Devo confessar: por muito tempo realmente desejei ser um ser frio e sem sentimentos, ser o menos humano possível. Sim, já tive idéias erradas, muito erradas. Achava legal cultivar o “venha para o Lado Negro da Força, Luke”. Gostava de olhar fixamente para o Abismo, esperando Ele olhar de volta para mim. Mas havia um problema, havia minha natureza. Hoje sei: sou uma pessoa romântica, sensível, e nada que fiz ou faça, pode ou poderá mudar isso, mesmo porque já aceitei minha natureza. Pois um escorpião não pode deixar de picar. Hoje vejo aquele culto pessoal ao “lado sombrio” como um forma deturpada de auto-proteção, uma maneira de manter o mundo afastado, algo peculiarmente canceriano posso dizer. Mas isso explica apenas parte da suposta frieza... Sou uma pessoa desmotivada. É uma desmotivação generalizada. Como foi mencionado na Parte I, desejo ardentemente queimar no fogo das paixões, como um tronco verde esperando ansioso por ser consumido pelas chamas. Enquanto isso, permaneço em um estado letárgico, inerte e meio adormecido. Isso pode parece frieza, pode até mesmo ser frieza... Sim, é bastante confuso...
Tudo isso me faz pensar: é da natureza de todas as coisas da criação acabarem. Uma vez que todas as coisas começam em algum ponto para terminarem em algum outro ponto. Mas as pessoas se apegam demais as coisas, mais que isso, elas se apegam ainda mais em uma noção falha do tempo. Então surge a questão principal: as coisas acabam rápido? O que é rápido? Um dia, um ano, um século, um segundo? Qualquer resposta seria questionável, pois se o tempo é infinito, tudo é rápido, é efêmero, tudo é finito. Mas o ser humano se considera o centro de toda a criação, então sua visão é um pouco limitada por sua própria condição. As pessoas passam tempo demais pensando, analisando, lamentando, ao invés de simplesmente viverem suas vidas pateticamente curtas e sem qualquer importância para o Universo. Sim, bastante niilista. Se as coisas acabam, não importa se depois de um segundo ou um milênio, devemos aproveitá-las, devemos viver e viver intensamente os acontecimentos. Nada de passado, nada de futuro, apenas o eterno presente...
Acho que me perdi um pouco... Deve ser o sono... Mas alguma coisa pode ser aproveitada, acho...
E no mais, a única coisa que pode se esperar desse lugar é a visceralidade... E creio ainda estar seguindo o trilha traçada para este lugar... Não sei por quanto tempo mais, mas pelo menos uma vez mais antes do fim...
No mais, estou indo embora, baby...