Nesta folha branca de tão nívea ternura,
Canta e dança o grafite toda depravação
Do escuro cântico de cinzas e perversão,
De solene ferocidade, um hino à loucura.
Nefasto e letárgico verme da corrupção,
Selvagem entropia devorando a brancura
Nos veios podres e rasos desta sepultura,
Abrindo sua própria tumba, abominação.
Infectos caninos se enterrando na alvura,
Derramando inertes lágrimas de aflição
Por seu destino, apenas agonia e tortura
De uma vida estéril, uma efêmera canção
Da sombria existência da maldita criatura,
Um réquiem deplorável, uma lamentação.
Matheus Filipe
Retórica?
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Vejam só, quanto tempo se passou desde que uma ideia foi depositada neste
pequeno recanto de pensamentos obscuros.
Aos poucos leitores, um com certeza - ...
Há 10 anos
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