quinta-feira, março 30, 2006

Anacrônico Parte IV - Noturno

O Sol deita-se como criança
Morrendo tardio no poente
Restando do dia somente
Uma vermelha lembrança.

Cura a noite suavemente
Toda diária destemperança
E traz a solitária esperança
Nascida no sono inocente.

E o vento sopra seu acorde
Agudo, em notas sibilantes
Os sussurros de uma ode

Elevada por coros distantes
De anjos, na celeste orbe
Com suas vozes cintilantes.


Matheus Filipe

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