terça-feira, março 28, 2006

Comédia e Tragédia no Cyber-Espaço

19:18 de terça-feira, embora ainda pareça segunda-feira...

O título da postagem remete a um conto que li há muito tempo atrás em uma página sobre RPG, o título original é “Amor e Tragédia no Cyber-Espaço”. A minha adaptação é uma alusão aos estilos teatrais da antiga Grécia. No fim, uma coisa tem pouco a ver com a outra, mas enfim, o título soou bem e algumas vezes a estética acaba prevalecendo. Chega de enrolar.

Tenho notado uma tendência crescente entre os marginais da internet, marginais no sentido de realmente estarem à margem, de reclamar sobre a situação atual deste nosso ambiente virtual. Situação é uma aparente e crescente futilidade dentre os internautas. Bem, é apenas a constatação do óbvio. Não é uma situação isolado e restrita ao meio digital. É uma tendência natural da sociedade. Tudo se resume aos valores pregados atualmente.

Por que o interesse quase voyeur em fotos, quando conhecemos alguém interessantes, muitas vezes nem tão interessante, na internet? Ora, vivemos em uma sociedade onde a estética é um forte imperativo, onde é marcante e acentuado o culto à beleza. Não nego, muitas vezes sou um escravo da estética, sendo ela uma importante fator, até mesmo fator decisório em algumas de minhas escolhas. Há qualquer coisa de helênico em mim, no meu sentir. Beleza é sim importante para mim. Mas, como mencionei anteriormente, “a beleza é como a verdade: está nos olhos de quem a vê”. Mas hoje a questão não é essa.

A internet é um reflexo da sociedade que a forma, algumas vezes um pouco distorcido. Então, a chance de encontrar uma pessoa supérflua no ambiente virtual é praticamente idêntica a chance de encontrá-la na rua, em um bar. Assim como as chances de encontrar alguém interessante, como quem se possa manter no mínimo inteligível. A diferença, em ambos os casos, é o enfraquecimento de certas barreias sociais, ajudando um pouco os tímidos e os poucos dotados de traquejo e habilidades sociais. Mas no fim, a diferença entre os ditos dois mundos é ínfima. A internet é apenas mais uma via de comunicação.

Seja no mundo real, seja no mundo real, devemos saber escolher nossas companhias e nossos ambientes. E um pouco menos de hipocrisia não faria mal algum.

Não, López, não importa estar ou não na contra-mão, pois a vida não segue as humanas leis de trânsito.

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