19:22 de um dia, pra variar, quente e abafado. E hoje, o dia foi particularmente infernal, no quesito “vida profissional”, caso tal coisa exista. Não entrarei em detalhes, pois seria bastante anti-ético de minha parte, sem contar ser um assunto maçante e enfadonho. Mas Marx estava certo, o trabalho se tornou um fator alienante no mundo capitalista...
O que buscamos na vida? Dinheiro e posses? Realização no âmbito pessoal, profissional ou sentimental? Em tempo, é possível realização parcial, quer dizer, em somente uma das esferas da vida? Acho que a maioria de nós não consegue responder essas perguntas. Digo isso sem medo de errar, pois a maioria de nós não sabe porque fazem as coisas como fazem, porque vivem as suas vidas do modo como vivem. Poucos de nós, até onde percebo, conseguem tirar alguma satisfação de suas vidas. Medo, insegurança, fingimento, falsidade. Temos medo de sermos nós mesmos, de sentir o que sentimos, de querer o que queremos, se seguir nossos impulsos e nossos desejos. Fingimos ser pessoas diferentes, somos falsos, mentimos para os outros e pior, para nós mesmos. Nós nos limitamos, nos inibimos, nos reprimimos em função de convenções e do “bem comum”, que nunca é o nosso bem. Vivemos nossas vidas em função de outras coisas, quando deveríamos vivê-las segundo o que pensamos e sentimos. Mas raramente é assim. Sempre acabamos deixando para viver a vida mais tarde, preferimos trabalhar, estudar, curtir (o que é bem diferente de viver). O que estamos fazendo? Alguém pode dizer?
Sim, sou uma pessoa insatisfeita. Mas sem desculpas e sem colocar a culpa em outrem. Sou o único responsável pela minha situação. Não sei de onde tirar motivação para viver. Não, não estou deprimido e não tenho tendências suicidas. Depressão, na atual conjuntura, seria um evento, seria um acontecimento. Muito pior é a mediocridade, é uma vida sem flutuações, sem altos e baixos, enfim, uma vida sem vida.
Desabafos são assim, quando menos esperamos eles simplesmente surgem...
“Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito...”
O que buscamos na vida? Dinheiro e posses? Realização no âmbito pessoal, profissional ou sentimental? Em tempo, é possível realização parcial, quer dizer, em somente uma das esferas da vida? Acho que a maioria de nós não consegue responder essas perguntas. Digo isso sem medo de errar, pois a maioria de nós não sabe porque fazem as coisas como fazem, porque vivem as suas vidas do modo como vivem. Poucos de nós, até onde percebo, conseguem tirar alguma satisfação de suas vidas. Medo, insegurança, fingimento, falsidade. Temos medo de sermos nós mesmos, de sentir o que sentimos, de querer o que queremos, se seguir nossos impulsos e nossos desejos. Fingimos ser pessoas diferentes, somos falsos, mentimos para os outros e pior, para nós mesmos. Nós nos limitamos, nos inibimos, nos reprimimos em função de convenções e do “bem comum”, que nunca é o nosso bem. Vivemos nossas vidas em função de outras coisas, quando deveríamos vivê-las segundo o que pensamos e sentimos. Mas raramente é assim. Sempre acabamos deixando para viver a vida mais tarde, preferimos trabalhar, estudar, curtir (o que é bem diferente de viver). O que estamos fazendo? Alguém pode dizer?
Sim, sou uma pessoa insatisfeita. Mas sem desculpas e sem colocar a culpa em outrem. Sou o único responsável pela minha situação. Não sei de onde tirar motivação para viver. Não, não estou deprimido e não tenho tendências suicidas. Depressão, na atual conjuntura, seria um evento, seria um acontecimento. Muito pior é a mediocridade, é uma vida sem flutuações, sem altos e baixos, enfim, uma vida sem vida.
Desabafos são assim, quando menos esperamos eles simplesmente surgem...
“Mas um dia eu consigo existir e vou voar pelo caminho mais bonito...”
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