terça-feira, março 14, 2006

Uma carta a ninguém...

Estou de volta. É bom estar de volta... Será mesmo? Talvez seja. Talvez não. Prefiro não pensar sobre isso. Prefiro pensar sobre alguma coisa em particular? Não sei.

Tive uma semana complicada. Estive muito doente. Fui acometido por uma sorrateira e aguda amidalite. “Eu sou as amídalas do Jack. Eu infecciono e ferro com a garganta do Jack”. Tive febre, dores no corpo, prostração, houve formação de placas de pus na garganta, causando dor e dificuldade em engolir, doía até mesmo beber água. Faltei dois dias ao trabalho. Tomei antibiótico. Sofri sozinho meu primeiro problema de saúde sério, desde que saí de casa e passei a morar. Vivo ainda estou, devendo ser este um bom sinal. Enfim.

Agora considerei um ponto. Talvez a amidalite tenha sido um presente ou parte de um inferno astral. Hoje, esta nova fase da minha vida completa um ano. Um ano fora de casa (na verdade saí de casa no dia 13). Um ano morando sozinho (na verdade moro sozinho há onze meses). Um ano sendo meu próprio provedor. Um ano. O tempo realmente voa, mesmo quando não nos estamos divertindo.

O que dizer deste primeiro ano, desta nova vida? Nada. Exatamente: nada.

Por fora, está tudo muito diferente. Mas por dentro, continua aquele velho e tão conhecido vazio, a perene desmotivação, o incessante devir e não mais que isso, apenas um vir a ser. Conheci algumas pessoas e me envolvi com essas pessoas; me envolvi com algumas pessoas, mesmo sem conhecer essas pessoas. Houve tentativas, houve erros. Acertos? Não, pelo menos não os acertos por mim almejados. O que almejo? Um martelo para arrebentar e quebrar a ordem estabelecida, o status quo, ou seja lá como chamem. Uma marreta para rachar e destruir a minha vida como um prédio em ruínas, caindo aos pedaços. Acabar com a letargia, cessar a mediocridade, despertar da dormência. O realmente triste é saber ser eu a única força capaz de gerar essa mudança e ter ciência da minha falta de motivação para fazê-lo. Estou sendo repetitivo e não me importo em ser. A verdade não tem de ser bonita, agradável ou necessária. A verdade tem de ser apenas verdadeira e apenas isto.

Um plano cartesiano. Uma progressão aritmética. Um linha reta seguindo até infinito. Sempre linha. Sempre reta.

Minha esperança reside no Caos, onde às vezes os inesperado acontece e onde às vezes uma linha pode formar uma curva. A matemática é pura lógica, mas somente o é até onde pode ser lógica mente a pensá-la.

Delírios e devaneios...

Talvez seja a febre voltando.
A febre também chamada sanidade...

E feliz aniversário pra mim...

Nenhum comentário: