“A verdade é como a beleza, está nos olhos de quem a vê”.
Concordo parcialmente com esta citação. Estou de acordo com a supremacia da beleza diante da verdade. Contudo, não considero a beleza algo tão subjetivo, tão pessoal. Para mim, a beleza é a imagem da perfeição, existindo além do espectro humano e totalmente independente deste. Para mim, o ser humano surgiu para a beleza e não o inverso.
Imagem porque não se trata da perfeição em si. A perfeição é demasiadamente sutil para nós, justamente por ser perfeita. A perfeição simplesmente escapa de nossos sentidos limitados e de nossa mentalidade parcial e ainda mais limitada. Como não possuímos sentidos ilimitados e mentalidade total, não podemos lidar com a perfeição. A própria idéia de perfeição é apenas uma imagem projetada da perfeição em si, uma imagem rude e grosseira quando comparada ao poder e à sutileza inerentes a beleza. E justamente por ser um espectro da perfeição, a beleza é universal, surgindo em eventos sem qualquer ligação aparente, por isso a beleza surge em todos os aspectos da realidade.
A beleza é como uma intuição, é como pressentir a perfeição intrínseca a totalidade das coisas. Não percebemos a perfeição em si, apenas sentimos sob a superfície da mente a sua existência, a sua aterradora e intensa existência. É como se por uma infinitesimal fração de segundo, o véu a cobrir a realidade se afastasse, deixando escapar vislumbres da própria essência do universo, como um clarão instantâneo dentro da alma. Ainda bem por ser apenas uma ínfima fração de tempo, pois acredito ser uma maior intensidade insuportável, talvez até fatal.
Para mim, esta imagem projetada da perfeição, não deveria ser encarada como característica em si, mas sim como uma sensação, um sentimento provocado pela insinuação da perfeição na realidade visível. Obviamente, como essa sensação afeta os seres varia de indivíduo para indivíduo. A sensação pode ser inebriante, causando uma prazer intenso ao forçar as portas da percepção. Ela também pode ser aterradora, devido ao choque de se ver diante de assombrosa plenitude escondida sob a realidade. Ela ainda pode ter ares de êxtase religioso, devido ao sentimento de integração e interação existente entre todas as coisas, tudo parte de uma mesma ordem. No final, independente das diferenças superficiais, é tudo perfeição.
Para encerrar: a beleza é como, por um instante, encarar para a face daquilo chamado de Deus. E também é como se esse mesmo Deus olhasse para nós, nesse mesmo instante.
Concordo parcialmente com esta citação. Estou de acordo com a supremacia da beleza diante da verdade. Contudo, não considero a beleza algo tão subjetivo, tão pessoal. Para mim, a beleza é a imagem da perfeição, existindo além do espectro humano e totalmente independente deste. Para mim, o ser humano surgiu para a beleza e não o inverso.
Imagem porque não se trata da perfeição em si. A perfeição é demasiadamente sutil para nós, justamente por ser perfeita. A perfeição simplesmente escapa de nossos sentidos limitados e de nossa mentalidade parcial e ainda mais limitada. Como não possuímos sentidos ilimitados e mentalidade total, não podemos lidar com a perfeição. A própria idéia de perfeição é apenas uma imagem projetada da perfeição em si, uma imagem rude e grosseira quando comparada ao poder e à sutileza inerentes a beleza. E justamente por ser um espectro da perfeição, a beleza é universal, surgindo em eventos sem qualquer ligação aparente, por isso a beleza surge em todos os aspectos da realidade.
A beleza é como uma intuição, é como pressentir a perfeição intrínseca a totalidade das coisas. Não percebemos a perfeição em si, apenas sentimos sob a superfície da mente a sua existência, a sua aterradora e intensa existência. É como se por uma infinitesimal fração de segundo, o véu a cobrir a realidade se afastasse, deixando escapar vislumbres da própria essência do universo, como um clarão instantâneo dentro da alma. Ainda bem por ser apenas uma ínfima fração de tempo, pois acredito ser uma maior intensidade insuportável, talvez até fatal.
Para mim, esta imagem projetada da perfeição, não deveria ser encarada como característica em si, mas sim como uma sensação, um sentimento provocado pela insinuação da perfeição na realidade visível. Obviamente, como essa sensação afeta os seres varia de indivíduo para indivíduo. A sensação pode ser inebriante, causando uma prazer intenso ao forçar as portas da percepção. Ela também pode ser aterradora, devido ao choque de se ver diante de assombrosa plenitude escondida sob a realidade. Ela ainda pode ter ares de êxtase religioso, devido ao sentimento de integração e interação existente entre todas as coisas, tudo parte de uma mesma ordem. No final, independente das diferenças superficiais, é tudo perfeição.
Para encerrar: a beleza é como, por um instante, encarar para a face daquilo chamado de Deus. E também é como se esse mesmo Deus olhasse para nós, nesse mesmo instante.
Nenhum comentário:
Postar um comentário