Vejo o fio preciso, a frieza da navalha,
A pele rompendo, a carne em seguida,
Tênue linha da vida jaz então partida,
Existência, agora apenas uma migalha.
Escorre o sangue sua trilha só de ida,
Como insidiosa torrente fora da calha,
Segue o fluxo de uma trajetória falha,
Líquida memória de uma vida perdida.
Sinto a proximidade gélida e estremeço,
Congela até os ossos este suave inverno,
Furta a consciência, deita o véu espesso,
Finalmente submerge o mundo externo
E então, o sono sem sonhos adormeço,
O sono sem-fim do descanso eterno.
Matheus Filipe.
Retórica?
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Vejam só, quanto tempo se passou desde que uma ideia foi depositada neste
pequeno recanto de pensamentos obscuros.
Aos poucos leitores, um com certeza - ...
Há 10 anos
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