Antigamente chamado “patinho feio”, hoje o cisne, em seus traços elegantes e refinados, nada triste, quase planando sobre superfície do lago. Sua cabeça está baixa, olhando através da água translúcida, buscando nas profundezas do lago repostas para as profundas dúvidas de sua alma. Sim, ele poderia voar, poderia escapar de sua sina, ele deseja voar, ele anseia escapar... Mas para onde? Para onde voar, para onde escapar, se o peso do mundo ele guarda no peito.
“Você parece triste, cisne... O que lhe aflige?”
Vim ao mundo entre patos e marrecos, entre barulheira caótica destas criaturas. Por muito tempo tentei me aceitar com um deles, mas eles não me aceitavam, eu mesmo não me aceitava. Desejava voar entre as nuvens, conhecer o prazer de voar, enquanto eles desejavam apenas migrar. Desejava dançar levemente sobre as águas, enquanto eles desejavam apenas nadar e buscar alimento. Esperava da vida amor e sentimento, o outro queriam apenas procriar.
“Mas você não é como eles... Você é um nobre cisne...”
A nobreza é um fardo pesado, ainda mais para ser carregado sozinho. A natureza nobre cobra um alto tributo de seus escolhidos. Não podemos fechar os olhos para os chamadas de nossa natureza mais intrínseca, para nossos instintos. Mesmo sofrendo, mesmo torturados, devemos ser quem nós somos. Eu aceito a minha sina, aceito o meu destino. Mesmo sendo tolo às vezes, mesmo sofrendo, mesmo chorando.
Uma lágrima rola dos olhos verdes do cisne, uma lágrima cristalina, que forma perfeitos arcos concêntricos quando toca a superfície do lago. O cisne segue sua dança sombria no lago, como se avançasse ao som de um réquiem.
“É uma história complicada, onde os personagens sofrem por serem nobres, sofrem por serem melhores, sofrem por serem capazes de sentir”.
“Você parece triste, cisne... O que lhe aflige?”
Vim ao mundo entre patos e marrecos, entre barulheira caótica destas criaturas. Por muito tempo tentei me aceitar com um deles, mas eles não me aceitavam, eu mesmo não me aceitava. Desejava voar entre as nuvens, conhecer o prazer de voar, enquanto eles desejavam apenas migrar. Desejava dançar levemente sobre as águas, enquanto eles desejavam apenas nadar e buscar alimento. Esperava da vida amor e sentimento, o outro queriam apenas procriar.
“Mas você não é como eles... Você é um nobre cisne...”
A nobreza é um fardo pesado, ainda mais para ser carregado sozinho. A natureza nobre cobra um alto tributo de seus escolhidos. Não podemos fechar os olhos para os chamadas de nossa natureza mais intrínseca, para nossos instintos. Mesmo sofrendo, mesmo torturados, devemos ser quem nós somos. Eu aceito a minha sina, aceito o meu destino. Mesmo sendo tolo às vezes, mesmo sofrendo, mesmo chorando.
Uma lágrima rola dos olhos verdes do cisne, uma lágrima cristalina, que forma perfeitos arcos concêntricos quando toca a superfície do lago. O cisne segue sua dança sombria no lago, como se avançasse ao som de um réquiem.
“É uma história complicada, onde os personagens sofrem por serem nobres, sofrem por serem melhores, sofrem por serem capazes de sentir”.
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