Bem, um mês se passou. Um mês longe da rotina, um mês de esquecimento. Mas é da natureza de todas as coisas acabarem. O mês se acabou. As férias se findaram. Estou de volta a minha rotina, a minha “vida”, caso eu possa chamá-la assim.
Muito tempo tive para pensar, para refletir sobre minha situação durante esse tempo. E acreditem, isso não foi bom. Nem sempre é agradável ficar olhando para dentro e no meu caso quase nunca é.
O mais marcante com a sensação de não controlar a minha própria vida. É como viver uma vida que não é minha, é como viver uma farsa, uma comédia (ou talvez tragédia). Não tenho forças o bastante ou vontade suficiente para tomar as rédias da minha vida em minhas mãos.
Mas quem de nós não é um escravo? Um servo? Mudam apenas os senhores, mas a servidão não. Somos criados inseridos em uma cultura, onde nos são agrados valores alheio a nós. Somos adestrados. Assim como um cachorro faz truques, nós fazemos certas coisas e agimos de dadas maneiras sem saber ao certo o porque. Nós estudamos para aprender, aprendemos para trabalhar, trabalhamos para viver e acabamos vivemos de uma determinada maneira muita vezes sem uma vontade sincera e verdadeira de fazê-lo. Incluídos como estamos em uma sociedade, devemos, nas palavras de Raul, “contribuir para o nosso belo quadro social”. Devemos ser cidadãos respeitáveis e trabalhadores. Mas não respeitamos a nós mesmos, não trabalhamos para e por nós mesmo. Quantas pessoas são realmente felizes com o modo como levam suas vidas? Ou seja, somos escravos, mais sofisticados talvez, completamente iludidos com certeza, mas ainda sim escravos. Mesmo se alguns, ou a maioria, nunca perceber isso, não muda o fato: somos prisioneiros de nossa cultura e nossa sociedade.
Cada vez mais desejo escapar desse meu cativeiro auto-imposto. Pois sim, nós decidimos pelo cárcere. Fazemos isso quando não assumimos a responsabilidade por nossos atos, quando somos levianos em nossas escolhas, quando somos levianos com nós mesmos.
Mas já chega por hoje. Preferia uma postagem inicial mais leve, mas ainda preciso me recuperar.
Novamente citando Raul, “seria mais feliz se fosse mais burro”.
Muito tempo tive para pensar, para refletir sobre minha situação durante esse tempo. E acreditem, isso não foi bom. Nem sempre é agradável ficar olhando para dentro e no meu caso quase nunca é.
O mais marcante com a sensação de não controlar a minha própria vida. É como viver uma vida que não é minha, é como viver uma farsa, uma comédia (ou talvez tragédia). Não tenho forças o bastante ou vontade suficiente para tomar as rédias da minha vida em minhas mãos.
Mas quem de nós não é um escravo? Um servo? Mudam apenas os senhores, mas a servidão não. Somos criados inseridos em uma cultura, onde nos são agrados valores alheio a nós. Somos adestrados. Assim como um cachorro faz truques, nós fazemos certas coisas e agimos de dadas maneiras sem saber ao certo o porque. Nós estudamos para aprender, aprendemos para trabalhar, trabalhamos para viver e acabamos vivemos de uma determinada maneira muita vezes sem uma vontade sincera e verdadeira de fazê-lo. Incluídos como estamos em uma sociedade, devemos, nas palavras de Raul, “contribuir para o nosso belo quadro social”. Devemos ser cidadãos respeitáveis e trabalhadores. Mas não respeitamos a nós mesmos, não trabalhamos para e por nós mesmo. Quantas pessoas são realmente felizes com o modo como levam suas vidas? Ou seja, somos escravos, mais sofisticados talvez, completamente iludidos com certeza, mas ainda sim escravos. Mesmo se alguns, ou a maioria, nunca perceber isso, não muda o fato: somos prisioneiros de nossa cultura e nossa sociedade.
Cada vez mais desejo escapar desse meu cativeiro auto-imposto. Pois sim, nós decidimos pelo cárcere. Fazemos isso quando não assumimos a responsabilidade por nossos atos, quando somos levianos em nossas escolhas, quando somos levianos com nós mesmos.
Mas já chega por hoje. Preferia uma postagem inicial mais leve, mas ainda preciso me recuperar.
Novamente citando Raul, “seria mais feliz se fosse mais burro”.
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