quarta-feira, junho 07, 2006

Das Tragédias Humanas

Sobre a Religião - Canto Dois

“As pessoas preferem crer no nada à nada crer”.

A religiosidade predominante, pelo menos no ocidente e alguma parte do oriente, independente da crença em particular, se caracteriza pela negação, pelo “culto ao nada”. A religião se torna basicamente um “dizer não a vida”, negando tudo o que é força, poder, energia. É a panacéia dos fracos, uma força de distorcer as coisas e tornar a fraqueza em uma forma de virtude, como por exemplo o “dê a outra face”, a própria essência da resignação e submissão religiosa.

Isso, aliado ao fato do ser humano em geral se achar a criatura mais importante de toda a criação, fornece a matéria para a criação do conceito moderno de “deus”. Nós sentimos uma necessidade quase física de nos sentirmos especiais, de achar que nossas vidas tem um propósito, um sentido maior. Existirá melhor forma se exaltar do que ser a imagem e semelhança do “criado do Universo”? Quando na verdade deus foi criado a imagem e semelhança do homem e não o contrário. Deus é apenas uma forma de dar significado e valor as coisas, tornar a vida, por que não, vivível.

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