Hoje, minha sombria e silente pena mata sua sede no rubro líquido de minhas veias, bebendo da tépida fonte a borbulhar de meu pulso.
Cintilantes gotas caem da ponta da pena como pequenas lágrimas, para mergulharem sediciosas na alva tranqüilidade da folha de papel.
A ponta negra de minha pena, embebida no vermelho de meu sangue, mancha a pureza branca do papel, como mácula, como chaga.
O branco absorve o vermelho riscado pelo negro, formam-se palavras doce, doces como apenas os venenos sabem e podem ser.
A dor flui em cada gota a tocar o papel, uma dor intensa, vívida, por que não, encarnada em vermelho-sangue, a dor guiada pelo negro-cortante. Sim, pois a pena, mesmo quando não corta, também é lâmina e a lâmina, mesmo quando não escreve, ainda é pena.
Os torpes sentidos cambaleiam diante da dor, tropeçam em alucinações, miragens, delírios.
Mas eu abraço a dor com todas as minhas forças...
Sim, eu diga a ela, dor, crave tuas presas agudas em minha carne lívida, rasgue minha pela como tuas garras profanas. Sejas uma fera ensandecida um animal selvagem, intenso e pulsante, lancinante e pujante, urre seu canto brutal, uive seu brado de loucura. Faça o que fizeres, ainda direi sim a ti, sempre, pois és tu, mas amanhã, outra diva lançara seu flagelo sobre mim...
Cintilantes gotas caem da ponta da pena como pequenas lágrimas, para mergulharem sediciosas na alva tranqüilidade da folha de papel.
A ponta negra de minha pena, embebida no vermelho de meu sangue, mancha a pureza branca do papel, como mácula, como chaga.
O branco absorve o vermelho riscado pelo negro, formam-se palavras doce, doces como apenas os venenos sabem e podem ser.
A dor flui em cada gota a tocar o papel, uma dor intensa, vívida, por que não, encarnada em vermelho-sangue, a dor guiada pelo negro-cortante. Sim, pois a pena, mesmo quando não corta, também é lâmina e a lâmina, mesmo quando não escreve, ainda é pena.
Os torpes sentidos cambaleiam diante da dor, tropeçam em alucinações, miragens, delírios.
Mas eu abraço a dor com todas as minhas forças...
Sim, eu diga a ela, dor, crave tuas presas agudas em minha carne lívida, rasgue minha pela como tuas garras profanas. Sejas uma fera ensandecida um animal selvagem, intenso e pulsante, lancinante e pujante, urre seu canto brutal, uive seu brado de loucura. Faça o que fizeres, ainda direi sim a ti, sempre, pois és tu, mas amanhã, outra diva lançara seu flagelo sobre mim...