quinta-feira, setembro 07, 2006

Mote e Glosa I

Mote (por Diego Filipe):
De poeta só o osso;
vago sem rumo certo,
de prosa em verso,
respeite minha palavra moço.


Glosa:

Nas veias o caldo grosso,
Borbulhando a paixão fugaz,
Sangue aveludado, mas,
De poeta só o osso;

Vago sem rumo certo,
Devagar no incerto vagão,
Em estações sem direção,
No trilho de trem deserto...

Uma tempestade ao inverso,
De baixo para cima caindo,
Da alma aos céus subindo,
De prosa em verso,

Um verso atirado ao poço,
Um pedido, um desejo,
E peço, aproveitando o ensejo:
Respeite minha palavra moço.

Matheus Filipe

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