quinta-feira, setembro 28, 2006

Uma carta a ninguém

Cada vez algo se torna urgente em mim: a necessidade de mudar o modo como levo minha vida. Veja bem: usei o verbo “levar” ou invés de “viver”, justamente por ter a sensação de o segundo verbo não se aplicar a mim.

Às vezes tenha a sensação de ser apenas um coadjuvante em minha própria história, nada além disso. É tudo tão sem propósito, sem motivo, sem razão, sem sentido. Sinto no fundo da alma a falta de algo: emoção. Falta tremedeira, frio na barriga, aquela certeza que vai muito além das palavras.

Eu quero paixão, quero dor, quero prazer, quero acertar, quero quebrar a cara, quero sofrer, que amor. Enfim: eu quero me sentir vivo, quero sentir a vida intensa e plena. Nada que já não tenha dito em várias outras oportunidades passadas. Mas e daí? É como me sinto.

Mas preciso urgentemente encontrar/descobrir/inventar um meio de mudar a minha vida.

Como? Não faço a mais mínima idéia...

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