terça-feira, outubro 17, 2006

Um soneto para dizer nada

Clamo pela ardente paixão,
Feito uma Valquíria sedenta,
Onda que no recife rebenta,
Sentir em forma de explosão.

Tanto prazer que arrebenta,
Expande os limites da razão,
Afoga-se tudo em emoção,
Naufragando na tormenta.

Desejo viver, desejo sentir,
Nem que seja para destruir
O que em mim parece certo,

Imutável fato e acomodado,
Mas que seja tudo destroçado,
Para morte flertar aqui perto.


Matheus Filipe

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