Por que ainda falo, quer dizer, tento conversar com as pessoas? Bem, acabado de chegar em casa e pouco antes de entrar na portaria me deparo com uma cena belíssima: os rastros agonizantes do Sol, manchando o céu com suas tonalidades de amarelo, laranja, vermelho e rosa, um verdadeiro “céu de baunilha”, como um réquiem visual no horizonte do poente. Por que estou falando sobre isso? Exatamente por isso: para falar sobre isso, para falar como me senti diante dessa paisagem deslumbrante, falar do êxtase estético a me assaltar, enfim, falar apenas. Mas com quem poderia falar assim e ser corretamente compreendido, ou mesmo uma tentativa honesta de compreensão, ou ao menos atenção sem julgamentos apressados.
Por que conversar com as pessoas quando se sabe com antecedência as possíveis respostas? As pessoas são domesticadas, adestradas a pensar de certas formas e padrão, então, dentro de uma sociedade onde se preza a massificação como a nossa, a grande maioria tende a agir segundo o pensamento de rebanho e reagir segundo o pensamento coletivo instaurado. Por exemplo: existem alguns pilares sobre os quais se ergue o nosso pensamento, enquanto sociedade moderna e capitalista. O primeiro deles é o dinheiro, quando a isto não há dúvidas. A princípio tudo parece girar ao redor do poder monetário, quem somos, o que fazemos, o que desejamos, o que queremos. Tudo pode ser expresso em números e cifrões. A felicidade no imaginário coletivos é um bem de consumo, logo.
Desse pilar primário, derivam outros, como o status quo, em sua versão atual e vulgar, ou seja, manter as aparências. As pessoas são levadas a crer na necessidade se estudar, de conseguir um diploma, de construir uma carreira, de constituir uma família, de se tornar útil à sociedade, muitas vezes apenas para satisfazer “o que os outros pensam”. Construir uma vida de mentira, apenas uma fachada, apenas fingir estar tudo bem. É possível ainda haver pessoas a fazer esse esforço não por uma mentira, mas por uma verdade as avessas: elas acreditam na felicidade como fim disso tudo, acreditam na recompensa. Por esses tipos posso apenas lamentar.
Pergunto novamente: por que conversar com as pessoas? Água mole em pedra dura, tanto bate que se cansa de bater e começa a correr por outro caminho...
Por que conversar com as pessoas quando se sabe com antecedência as possíveis respostas? As pessoas são domesticadas, adestradas a pensar de certas formas e padrão, então, dentro de uma sociedade onde se preza a massificação como a nossa, a grande maioria tende a agir segundo o pensamento de rebanho e reagir segundo o pensamento coletivo instaurado. Por exemplo: existem alguns pilares sobre os quais se ergue o nosso pensamento, enquanto sociedade moderna e capitalista. O primeiro deles é o dinheiro, quando a isto não há dúvidas. A princípio tudo parece girar ao redor do poder monetário, quem somos, o que fazemos, o que desejamos, o que queremos. Tudo pode ser expresso em números e cifrões. A felicidade no imaginário coletivos é um bem de consumo, logo.
Desse pilar primário, derivam outros, como o status quo, em sua versão atual e vulgar, ou seja, manter as aparências. As pessoas são levadas a crer na necessidade se estudar, de conseguir um diploma, de construir uma carreira, de constituir uma família, de se tornar útil à sociedade, muitas vezes apenas para satisfazer “o que os outros pensam”. Construir uma vida de mentira, apenas uma fachada, apenas fingir estar tudo bem. É possível ainda haver pessoas a fazer esse esforço não por uma mentira, mas por uma verdade as avessas: elas acreditam na felicidade como fim disso tudo, acreditam na recompensa. Por esses tipos posso apenas lamentar.
Pergunto novamente: por que conversar com as pessoas? Água mole em pedra dura, tanto bate que se cansa de bater e começa a correr por outro caminho...
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