Estou possesso, acabo de perder uma página de postagem, devido sacanagem do editor de texto de resolveu foder com a porra toda quando fui salvar o texto. Quase tive uma síncope aqui, as veias da cabeça até agora estão saltadas. É tipo de cosia que ferra com a noite de um cara... Bem, vou tentar recuperar o texto... Quando eu parar de tremer de raiva...
Simples assim: nada, coisa alguma faz diferença. Uma situação ambígua, uma faca de dois gumes. O vazio pode tanto conceder as asas da intensidade e ânsia de experimentar, como pode se tornar os grilhões do comodismo e apatia da falta de motivação. “Nos tornamos livres apenas perdemos tudo”, já diria o Sr. T. Durden. Esse tudo é tudo aquilo alheio a nós, tudo aquilo agregado e impregnado em nós pela sociedade. Sou um acomodado, o vazio me incomoda, mas não o bastante creio. Já tentei as táticas da Escola Durden, com direito a olho roxo e sentir o gosto de sangue na boca. Mas um caso crônico como o meu não se resolveu com um tratamento de choque e choque é bem a palavra. Preciso avançar mais na trilha da autodestruição.
Sim, autodestruição. Às vezes as plantas precisam de uma bela poda, qualquer bom jardineiro o sabe, para voltar a crescer com viço e beleza. Algumas vezes os galhos se atrofiam e começam a impedir o crescimento da planta, ou seja, a própria planta começa a se limitar e restringir. Isso soa familiar? Um escultor, quando começa sua obra, deve descarregar toda a potência e violência de seu desejo de criar sobre a matéria-prima, é preciso quebrar e rachar o bloco de pedra antes de começar a dar forma aos traços e contornos delicados e precisos da estátua. Como o joalheiro transmuta a pedra bruta em uma fina jóia? Ele lapida a pedra, retira os excesso e aquilo de tosco, rude e grosseiro, até restar apenas o objeto de sua vontade, no caso da jóia, a estética aprazível e atraente. Algo é constante em todo aperfeiçoamento: a destruição do desnecessário e não essencial. No nosso caso, auto-aperfeiçoamento e autodestruição.
Mito e lendas estão repletos de contos e narrativas sobre isso. Um herói partindo em uma jornada épica, na qual é obrigado a comer o “pão que o diabo amassou com o rabo”, seus valores mais íntimos são atacados da forma mais vil, enfrenta toda sorte de provações e perigos, muito vezes adentrando os domínios da morte, para no fim retornar e ressurgir glorioso e purificado. Através da autodestruição encontramos a redenção: nos tornamos livres de tudo aquilo alheio a nós mesmo, nos tornamos leves, voando ao sabor do vento com nossas asas surgidas da dor.
Sim, a dor e o sofrimento são as ferramentas para lapidar a substância humana. Quando se pratica exercícios físicos e atividades atléticas, geralmente ficamos um pouco doloridos, devido ao esforço empregado; essa dor torna nossos corpos mais resistentes com o tempo, ou seja, melhores. A dor nos ensina nossos próprios limites, mostra até onde podemos ir. O sofrimento pode nos tornar mais sensíveis, mais humanos. Mas quem pode facilmente tirar proveito da dor? Não, não estou falando de masoquistas, pois o assunto é aperfeiçoamento e não prazer. Quem consegue efetivamente aprender com o sofrimento? Quem consegue usar a dor para quebrar e arrancar a crosta de futilidade e inutilidades formada sobre o essencial em nós? Quem deseja ser martelado até assumir uma forma mais agradável? Quem olha para a marreta descendo e secretamente sorri de satisfação? Quem realmente quer se autodestruir para se tornar algo novo?
Bem, estou um pouco disperso hoje, devido à combinação de “barato de analgésico” e a recente raiva. Pois bem, fica a questão: no final, seremos como a lendária Fênix ou acabaremos com o acorrentado Prometeu? Abraçaremos a auto-destruição e ressurgiremos de nossas próprias cinzas ou continuaremos a ter nossos fígados devorados pelos abutres? Se bem que o fígado regenera...
Simples assim: nada, coisa alguma faz diferença. Uma situação ambígua, uma faca de dois gumes. O vazio pode tanto conceder as asas da intensidade e ânsia de experimentar, como pode se tornar os grilhões do comodismo e apatia da falta de motivação. “Nos tornamos livres apenas perdemos tudo”, já diria o Sr. T. Durden. Esse tudo é tudo aquilo alheio a nós, tudo aquilo agregado e impregnado em nós pela sociedade. Sou um acomodado, o vazio me incomoda, mas não o bastante creio. Já tentei as táticas da Escola Durden, com direito a olho roxo e sentir o gosto de sangue na boca. Mas um caso crônico como o meu não se resolveu com um tratamento de choque e choque é bem a palavra. Preciso avançar mais na trilha da autodestruição.
Sim, autodestruição. Às vezes as plantas precisam de uma bela poda, qualquer bom jardineiro o sabe, para voltar a crescer com viço e beleza. Algumas vezes os galhos se atrofiam e começam a impedir o crescimento da planta, ou seja, a própria planta começa a se limitar e restringir. Isso soa familiar? Um escultor, quando começa sua obra, deve descarregar toda a potência e violência de seu desejo de criar sobre a matéria-prima, é preciso quebrar e rachar o bloco de pedra antes de começar a dar forma aos traços e contornos delicados e precisos da estátua. Como o joalheiro transmuta a pedra bruta em uma fina jóia? Ele lapida a pedra, retira os excesso e aquilo de tosco, rude e grosseiro, até restar apenas o objeto de sua vontade, no caso da jóia, a estética aprazível e atraente. Algo é constante em todo aperfeiçoamento: a destruição do desnecessário e não essencial. No nosso caso, auto-aperfeiçoamento e autodestruição.
Mito e lendas estão repletos de contos e narrativas sobre isso. Um herói partindo em uma jornada épica, na qual é obrigado a comer o “pão que o diabo amassou com o rabo”, seus valores mais íntimos são atacados da forma mais vil, enfrenta toda sorte de provações e perigos, muito vezes adentrando os domínios da morte, para no fim retornar e ressurgir glorioso e purificado. Através da autodestruição encontramos a redenção: nos tornamos livres de tudo aquilo alheio a nós mesmo, nos tornamos leves, voando ao sabor do vento com nossas asas surgidas da dor.
Sim, a dor e o sofrimento são as ferramentas para lapidar a substância humana. Quando se pratica exercícios físicos e atividades atléticas, geralmente ficamos um pouco doloridos, devido ao esforço empregado; essa dor torna nossos corpos mais resistentes com o tempo, ou seja, melhores. A dor nos ensina nossos próprios limites, mostra até onde podemos ir. O sofrimento pode nos tornar mais sensíveis, mais humanos. Mas quem pode facilmente tirar proveito da dor? Não, não estou falando de masoquistas, pois o assunto é aperfeiçoamento e não prazer. Quem consegue efetivamente aprender com o sofrimento? Quem consegue usar a dor para quebrar e arrancar a crosta de futilidade e inutilidades formada sobre o essencial em nós? Quem deseja ser martelado até assumir uma forma mais agradável? Quem olha para a marreta descendo e secretamente sorri de satisfação? Quem realmente quer se autodestruir para se tornar algo novo?
Bem, estou um pouco disperso hoje, devido à combinação de “barato de analgésico” e a recente raiva. Pois bem, fica a questão: no final, seremos como a lendária Fênix ou acabaremos com o acorrentado Prometeu? Abraçaremos a auto-destruição e ressurgiremos de nossas próprias cinzas ou continuaremos a ter nossos fígados devorados pelos abutres? Se bem que o fígado regenera...
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