terça-feira, março 27, 2007

Hino à Fatalidade - Canto Dois

Valquírias selvagens e cruéis,
Mas sutis em sua ferocidade,
Pintando telas de atrocidade,
Com seus tão afiados pincéis.

Com falsas juras de fidelidade,
Amantes em sagrados bordéis,
Concubinas de lascivos cordéis,
Roubam toda nossa dignidade.

Predadoras selvagens e fatais,
O terror se oculta na fragilidade,
Destruição em vestes espectrais,

Impiedosas em sua suavidade,
Terríveis como forças naturais,
A pura imagem da fatalidade.

Matheus Filipe

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