quinta-feira, maio 31, 2007

Profecia do Sangue

Avancem, arautos do horror,
Conjurem o hino de desolação,
Sejam a própria destruição,
Um réquiem de pura dor.

Notas sangrentas da canção,
Ardendo nas chamas do terror,
Cantem, qual fogo e calor,
Como do abismo o coração.

E, no acorde final, o carmesim
Tingirá os céus, fará sangrar
Todo o firmamento, enfim,

Quando a morte chegar,
E sorrir, na iminência do fim,
Apenas o sangue irá falar.

Matheus Filipe

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