O “espírito que paira sobre a rede” parece ter um senso de humor bastante mordaz.
O peso agourento dessas palavras caiu sobre mim como o raio caí sobre a árvore. Até onde qualquer um de nós é ou pode ser indispensável para qualquer outro de nós?
Durante esta semana a terminar e na qual fui “terminado“, por assim dizer, pensei consideravelmente sobre essa questão, entre outras questões de igual calibre emocional.
Bem, indispensável mesmo, creio ser apenas o ar por nós respirado, pois, fique sem ele alguns minutos e fim de história. Qualquer outra coisa não chega a ser indispensável de fato, pois, segundo vejo as coisas, indispensável é tudo aquilo essencial para nossa existência, sem a qual perecemos. Nada me parece tão indispensável quanto o oxigênio a entrar em nossos pulmões. Todo o resto, independente da importância, não chega a ser indispensável em última análise. Quanto mais uma outra pessoa.
Sim, dói, dói muito, mas passa, como tudo mais passa em nossa efêmera existência. Podemos morrer a qualquer momento, fato muitas vezes simplesmente esquecido. Ter sempre em mente esse fato ajuda muito a clarear as coisas. A morte tem qualquer coisas de libertadora me parece. Quando comparadas a inexorável e imprevisível finitude de nossas vidas, a grande maioria das coisas deixa de importar tanto assim, passamos a prestar atenção apenas naquilo realmente indispensável para nós a qualquer momento: o ar que respiramos.
Todo o resto é questionável.
Quer ser indispensável a alguém? Simples, seja o ar dentro de seus pulmões...
Retórica?
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Vejam só, quanto tempo se passou desde que uma ideia foi depositada neste
pequeno recanto de pensamentos obscuros.
Aos poucos leitores, um com certeza - ...
Há 10 anos
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