Apesar da possibilidade de redundância, após reler as duas últimas postagens (esta e esta), acho interessante abordar um tema em particular, pois em ambas o ponto-chave é o mesmo: limites. Você, por exemplo, sabe quais são seus limites? Realmente tem alguma ciência de até onde pode e consegue ir? No meu caso, a resposta é não.
O ser humano não é coisa acabada, somos um processo em andamento, sem finalidades previamente estabelecidas. Cada escolha nos leva a uma nova etapa e para novas escolhas. Não existe um ponto de chegada claramente definido, há apenas a trilha sendo percorrida. E nessa mar caótico, imersos em um número sem-fim de possibilidades, nem tudo nos é acessível, existem sim coisas além de nosso alcance. Existem limites.
Entretanto, essa não é a parte interessante. O interessante é perceber como a grande maioria de nós, apesar não ter conhecimento de seus próprios limites, ainda assim nos impomos e nos sujeitamos a uma série de restrições, internas ou mesmo alheias a nós. E acredite-me, reconhecer seus próprios limites e autolimitação são coisas de ordens totalmente distintas.
Para de fato conhecer até onde vamos, precisamos ser capazes de experimenta e não termos receios em nos arriscar. Apenas avançando, mesmo sendo milímetro por milímetro, descobriremos até onde vai nosso alcance. Fatalmente, as fronteiras acabarão surgindo. Algumas vezes será possível cruzá-las, outras não. Às vezes será possível forçá-las a se expandirem, outras não. Mas quem dentre nós está realmente disposto a abandonar a zona de conforto? Quem será capaz de romper o perímetro de segurança?
Como tudo na vida, ser "fronteiriço" pode acabar custando bem caro, pode exigir sacrifícios talvez pesados demais para alguns. Viver no limite de nós mesmos é estar sempre à beira do precipício, é caminhar sobre o fio da navalha. Até onde consigo perceber, apenas pessoas com pouco ou nada a perder podem viver no limite, ou o mais próximo possível de seus limites.
É preciso se deixar expandir e arcar com o peso das consequências. Talvez somente assim você será capaz de se conhecer a fundo.
"A habilidade de não prestar atenção a tudo que não seja importante", nas palvras de Tyler Durden. Essa citação ganhou um novo sentido para mim agora.
Retórica?
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Vejam só, quanto tempo se passou desde que uma ideia foi depositada neste
pequeno recanto de pensamentos obscuros.
Aos poucos leitores, um com certeza - ...
Há 10 anos
Um comentário:
Como o tempo e 12 mil pés de altura podem mudar algumas coisa...
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