sexta-feira, setembro 10, 2010

Ventos de Tempestade.

Certos dias... Acordo sentido o vazio dentro de mim inquieto, arranhando as portas querendo sair. Pressionando e forçando, com a ameaça de arrebentar tudo em seu caminho, incluindo-se aí eu mesmo. Para minha sorte, me sinto assim com frequência bastante baixa ultimamente. Sou uma pessoa guiada por meus ventos internos, e estou à deriva em meu próprio mar, ao sabor de minhas próprias condições climáticas. E não se engane, cada um de nós está aprisionado em seu próprio mar, mundo, realidade, não importe como você a chame, a sua experiência humana é única e exclusivamente sua. 

Estava em um período de calmaria. Contudo, os últimos dias tem se mostrado estranhos, para dizer o mínimo. Estranheza essa se deve possivelmente a vários fatores aliados, os quais não cabem serem citados aqui hoje. Hoje acordei sentindo o vazio mencionado acima, o qual já parou de soprar. Uma sorte diversa de sentimentos estão se alternando em mim, uma rajada após a outra, atualmente. Vou de um extremo ao outro, da tristeza profunda à alegria parcialmente insana. A melhor palavra talvez seja "alucinado", embora não sofra de alucinações. "Licensa Poética", se você me permite.

Não sei para onde vou daqui, os sinais da tempestade estão cada vez mais claros. O cheiro de eletricidade no ar, aquele assobio do vento por entre as frestas da consciência, o silêncio nas periferias da mente. A tormenta virá, cedo ou tarde, talvez seja apenas chuva suave, mas talvez caia sobre mim como um martelo. Sinceramente não posso prever, embora não me preocupe. A roda já começou a girar e seu movimento fatalista não pode ser estancado, restando a mim apenas aguardar o inevitável.

E quando vier, olharei o demônio da procela nos olhos e farei o que for preciso.
O resultado, termine eu como náufrago ou como desbravador, cabe somente ao tempo dizer.

Algumas postagens escapam totalmente do meu controle...

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