terça-feira, maio 29, 2012

AMOR FATI

Se algo na filosofia, realmente criou raízes em minha mente, foi o seu conceito de "Amor Fati" e essa idéia, segundo me parece, começa a proliferar em mim. O termo vem do latim, pode ser traduzido como "amor ao destino". Em Nietzsche, diz respeito a um perene "dizer sim a vida", sempre e em qualquer situação, sob a forma de aceitação "para além do bem e do mal". 

Venho passando por uma série de eventos bastante catárticos nas últimas semanas, situações as quais afetarem profundamente minha perspectiva. Sinto e percebo as coisas de maneira bastante diferente agora. Posso imaginar Tyler dizendo "você deu mais um passo em direção ao fundo do poço". E é exatamente isso, muitas vezes você precisa se destruir antes para depois se reconstruir. 

Isso vai chocar e ofender algumas pessoas? Não sei, isso nunca passou pela minha mente. Caso aconteça, não tenho a ver com isso. Mesmo porque, as pessoas são sempre apressadas em condenar, mesmo quando não fazem a mais remota ideia dos acontecimentos submersos na superfície da civilidade. O que se passa dentro de mim diz respeito apenas e exclusivamente a mim, mesmo porque, não faria sentido do lado de fora. 

Sim, estou experimentado toda uma ciranda de emoções, das mais diversas e divergentes, justamente por eu me permitir viver isso. Estou me libertando das amarras e freios civilizatórios. Estou abraçando minha natureza e dando um "salto de fé". Quais os resultados virão disso não posso prever, mas não estou preocupado em saber. "Existe uma diferença entre conhecer o caminho e trilhar o caminho". 

No mais, é tocar o foda-se e deixar arder.

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