domingo, outubro 22, 2006

Canção das Esferas

Rajadas de ventos cortantes,
Sibilando tristes despedidas,
Como antigas deidades caídas,
Emissárias de eras distantes.

Sombras de imagens partidas,
No lago de águas inconstantes,
Reflexos no eco de instantes,
Ondas e ciclos de muitas vidas.

Segue o tempo a sua trilha,
Da qual todo destino partilha,
Uma mesma sina, noite e dia,

Nos acordes sem-fim do existir,
Movimentos cíclicos do devir,
Somente e apenas melodia.


Matheus Filipe

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